Eveline

...............Quem mora, morou ou um dia já pensou em morar sozinh@? Muitos pensam que é um mar de rosas, que é uma vida de festa. Já outros acham que é altamente solitário. Hoje vim falar dessas coisas por aqui...
...............Bem, desde 2003 que moro sozinha. De 2003 pra cá, houve alguns intervalos nessa coisa toda. Em 2006, morei na Holanda. Fui estudar e também trabalhei como Au Pair ( babá fixa que mora com a família da criança). Foi um ano maravilhoso, e morar com aquela família da bebê Annika, me fez amenizar a saudade que eu sentia de todos que eu havia deixado por aqui. Bem, voltei da Holanda em 2007 e fui morar com meus pais. Morei todo o ano de 2007. Não foi fácil ficar longe do meu AP por tanto tempo. Este ano foi complicado, ano das retomadas, tantas. Em setembro deste mesmo ano fiz um concurso pra professora de inglês da UEPB, passei e as coisas foram se reorganizando.  Exatamente no dia que fazia um ano que eu havia chegado da Holanda eu voltei pra o meu AP, onde estou até hoje. \o/
Não há como negar que há muitas vantagens em morar sozinho, mas há também as desvantagens e as esquisitices que só quem mora sozinho sabe/entende/sente.

...............Vamos lá...



Vantagens


  1. Privacidade que impera;
  2. Ninguém te perturba  [Só os vizinhos quando escutam músicas ruins] ;
  3. Você não precisa fechar a porta do banheiro nunca;
  4. Você cozinha só pra você e se a comida ficar ruim ninguém reclama;
  5. Você tem o ultra poder supremo em relação ao controle remoto da Tv;
  6. Ninguém vai ver/escutar você falando sozinh@;
  7. Ninguém te chama na hora que você não está a fim ou ocupad@.;
  8. O silêncio é seu melhor amigo;
  9. Ninguém reclama dos teus filmes chatos ou das tuas músicas estranhas;
  10. Ninguém te manda ir dormir;
  11. Se você sair e deixar a lâmpada ligada o dia inteiro, ninguém briga com você;
  12. Você acaba descobrindo o quanto  estar em sua própria companhia é maravilhoso;
  13. Você pode dançar e cantar sozinh@ que ninguém vai rir.
  14. Você fica extremamente mais seletiv@ nas suas relações.
  15. NINGUÉM te acorda!




Desvantagens




  1. Ninguém anota teus recados;
  2. Você vai ao supermercado e nunca acha pedaços de queijo [ dos que vc gosta]  pequenos ou caixa de leite de meio litro pra comprar.  Ou seja, quase sempre estragam na geladeira;
  3. Você estranha qualquer tipo de barulho à noite. Seu coração é quase sempre taquicárdico;
  4. Se você desliga o despertador sem sentir e perde a hora para ir trabalhar, ninguém te acorda.
  5. Você acorda e o café da manhã nunca está pronto;
  6. Você  fala sozinh@ e quando tem um monte de gente ao redor não percebe suas próprias garfes nesse sentido;
  7. Você assiste a um filme e quando acaba sente falta [às vezes] de comentar com alguém;
  8. Alguém quer fazer uma entrega de algum produto que você comprou e o produto volta várias vezes porque você não estava em casa;
  9. Você tem que lidar com alguns momentos de solidão;
  10. Quando você faz uma viajem e tem que dividir o quarto com mais duas ou três pessoas, você estranha, não dorme direito e acorda [às vezes assustada] fácil, fácil;
  11. Você sempre tem que tocar na campainha da vizinha pra ela amarrar algo no teu vestido;
  12. Seus familiares e/ou colegas de trabalho vivem perguntando [coisas chatas e absurdas] o porquê de você morar sozinha: “por que você mora sozinha?” “como você aguenta?”, “se seus pais moram aqui na cidade, por que você não mora com eles?”, "você é divorciada?" , "uma mulher? morando sozinha?"
  13. Um monte de gente acha que sempre tem festa no seu AP;
  14. Você quase sempre erra a quantidade de comida que tem que cozinhar pra você mesmo;
  15. [Quase] Ninguém entende que você gosta de ficar sozinh@.

            


Esquisitices


  1.  Às vezes você liga a TV e não assiste absolutamente nada;
  2. Você não agüenta [por muito tempo] lugares com muita gente;
  3. Você não consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo quando tem gente por perto;
  4. Você adora colocar a mesa de café da manhã pra você mesma num dia de domingo. Vira evento;
  5. Você adora assistir "FRIENDS" todos os dias na hora das refeições; 
  6. Você fala sozinh@;
  7. Você cria certos rituais que só você entende .


...............Bem, é isso! Há algumas desvantagens em morar sozinh@, mas acredito e sinto que as vantagens são bem mais maiores.  Adoro morar sozinha. Não é mais uma questão de costume, é uma questão de prazer mesmo. Fico feliz pela vida ter me dado essa oportunidade. É uma fase que curto muito.  Virão outras, que também serão agarradas com amor, cuidado e apreço.

...............É isso por hoje.

...............Ah, não posso de deixar de abrir um parêntese aqui para deixar registrado que hoje é aniversário da minha queridíssima  SÃO PAULO,  cidade poética, desvairada e que tem o tom de cinza mais bonito! 



............... eeeee... mais uma coisa que achei na net...





=] 



...............Bons cafés!

Eveline.
Eveline
2011? Mas já?
...............Estamos já no décimo dia do ano  (e já vai ser o décimo primeiro quando a postagem sair)  e sinto que o meu ano começa hoje. Há dias que quero escrever sobre 2010. Pra quê? Ah, eu tenho essas coisas mesmo. Gosto de escrever quando quero encerrar "algumas" coisas. Às vezes escrevo pra alguém, às vezes pra mim, às vezes fica tudo aqui guardado, no computador, nas folhas de caderno, em mim.
...............Vamos lá?
...............O ano de 2010 foi de fato um divisor de águas na minha vida. Fui outra sendo eu mesma. Foi sofrido lidar com alguém que já existe e com alguém que nasce. Tudo ao mesmo tempo.
...............Essa coisa de ser casada com uma especialização e ser noiva de um mestrado é muito trabalhosa. Foi e ainda é difícil, mas nada melhor que um bom desafio, não? Acredito que esses dois relacionamentos que tive em 2010 [e ainda tenho] marcam o ano e a virada dele. O que mais fica desses dois relacionamentos é que descobri em mim, alguém muito mais sistemática e  metódica . Eu acabei descobrindo que sempre fui uma boba em relação à organização. Sempre achei que não era uma pessoa organizada e que a palavra rotina não era boa para meu vocabulário de vida.
...............2010 foi um ano que morei praticamente na estrada. Como um amigo meu diz: “Você não mora em João Pessoa, você mora na BR”. Pois então, a estrada foi mais que inimiga, foi companheira. Era duro viajar tanto. Viajar pra três cidades diferentes durante a semana é coisa que não aconselho a ninguém. Cansa demais. Anyway, já fiz.  O que fica? Ah, vi várias vezes o pôr-do-sol (ainda tem hífem? whatever)! Tão bom, tão bom! Acalmava. Daí eu ouvia A Fine Frenzy (o cd One Cell in the Sea ) e sorria por dentro. Eu ria e pensava naquela frase de Drummond: “êta vida besta, meu Deus!”. Na estrada eu ia pensando em tanta coisa. Dava até nó às vezes. A estrada era a relação de cansaço/peso que se misturava com melodias e encontro comigo mesma. Foi assim
...............Das viagens? Além das 3 cidades ( João Pessoa, Campina Grande e Guarabira) que eu vivia... 
=)

Sampa

Lagoa da Pampulha - BH



  1. São Paulo (Maio) - Passei 10 dias por lá. Meu presente pra mim mesma. Fiz um curso de cinema, reencontrei pessoas queridas, me curti muito e peguei um clima maravilho [lê-se frio]. É só ler aqui! 






  2.  Praia da Pipa – RN – (Julho) – Fim de semana super diferente com amigos. Além de toda beleza que envolve essa praia eu fiz algumas aventuras naturais, esportes radicais. Eveline fazendo arvorismo e numa tirolesa? Sim. Tive medo? Sim. Foi assim. 






  3. Pau dos Ferros – RN - (Outubro) – Meu corpo foi desafiado. Encarei o pior calor de toda na minha vida. Coisa de doido! Mesmo assim adorei o evento acadêmico o qual participei.  Cheguei mais perto da semiótica (a semiótica boa, viu?)






  4. Ouro Preto/ Mariana/ BH – Minas Gerais (Novembro) – Depois de mais de 10 anos longe das Minas Gerais, a vida acadêmica me chamou de novo e acabei indo pra lá! Uma semana envolvida com apresentação de trabalhos, minicurso, comida boa, samba, Cartola, Chico, gente querida, névoa e frio.



  5. ...............Dos amores, das paixões -  0.o? Descobri um outro  Chico Buarque, o que me deixou à flor da pele. Eu comecei a olhar Chico com outros olhos e a verdade é que me apaixonei. . Eu queria escrever mais sobre o que Chico me causou em 2010, mas não, é muito meu.  Dos amores? Continuei com meu amor por Caio F e Clarice Lispector, mas saí com Herman Hesse e Mia Couto. Acabei me enrolando nos fios das miçangas e aprendi a lidar com certos lobos, os meus inclusive.  
    ............... Ah...este ano também assisti  SIX FEET UNDER (A Sete Palmos), melhor série de TV ever! =) Ainda estou apaixonada, mas isso é história para outra postagem... \o/
    =)
    ............... E sobre 2011? Viver o presente, prestar [sempre] atenção nas entrelinhas das horas e abrir mais portas para o futuro.

    ............... Bons ventos, bons amores, bons amigos, bons vinhos, bons sabores, boas viagens, tempo e qualidade de vida aos que passam por aqui...

    ............... Ah, e bons cafés, claro! =]

    ............... Abracemos 2011 com tesão.

    Eveline.

         
    Eveline
    Então... 


    "I have this theory, that every now and then a person should get what they want right when they want it. It keeps you optimistic." ( Citação de Six Feet Under) 


    Há as vontades.

    Queria passar o dia aqui hoje, mas a vida [mais] que burocrática me chama.
    Escreveria sobre tanta coisa. Há alguns dias quero escrever sobre o poema "Portugal Sacro - Profano" de Ruy Belo. Conhecem? Não iria fazer a análise. Eu sou péssima [e não gosto] em análise de poemas. Jamais escreveria academicamente sobre poesia. Um vez pensei em estudar psicanálise na poesia de Augusto dos Anjos. Ainda bem que desisti antes mesmo de começar a cometer essa loucura. 
    Poesia faz parte do meu mundo lúdico. É só pra ler, sentir e pronto. Admiro quem estuda poesia... eu não, fico com a prosa [ e com o cinema, é claro] .  
    Ah, escreveria sobre o texto de Clarice que coloquei abaixo, o que fala das [não] distrações. 
    Hoje também  escreveria sobre uma cena do filme "Antes de Amanhecer". Vou deixar o vídeo aqui:  http://www.youtube.com/watch?v=nQpYHiB0k6k ( A música é tão gostosinha ) 

    É isso. Volto qualquer dia desses e [quem sabe] escrevo sobre tudo isso.


    Ah, viram? Esse blog não morreu. Uma amiga minha diz que só escrevo aqui quando vou viajar [tomada pelas ansiedades e empolgações]. Pois bem, vou tentar mudar isso. =]
    Meu outro blog (Ao Relento) está mais atualizado do que este aqui. Lá tem a  E. Alvarez que espera uma visita de vocês. 


    [é  que pra mim, dançar e escrever espantam monstros...]

    Ps. Bebendo café frio. 


    Eveline.
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    Eveline
    Olá, [Quanto tempo, heim? ]

    Às vezes penso no porquê dessa necessidade de dar nome ao que se tem e ao que se sente em relação a alguém. Eu não sei, às vezes tabém sinto isso, mas às vezes fico feliz que algumas coisas existam sem nem termos que falar ou prestar atenção. Sabem aquelas sensações boas de conversar, estar perto, sorrir, ter coisas em comum, gostar, desejar? Tudo isso existe já numa certa plenitude, sem nomes, sem grandes problematizações.... mas, ahhh, há também um típico estranhamento, e que [tb] não deixa de ser bom.
    Pensei nessas coisas ao reler hoje este texto de Clarice que tanto gosto.





    Por não estarem distraídos  (Clarice Lispector) 


    Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
    Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
    Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
    No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
    Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
    Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.





    É quase 2011...


    Eveline.
    Eveline

    São 22:45, falta pouco para pegar o vôo para Minas Gerais. Viajo às 3:55h da madrugada. Agora sou mistura de ansiedade e estranheza.
    Ir para Minas é retomar umas saudades lá deixadas. Não piso em chão mineiro há mais de dez anos. Tenho saudades das ruas lindas de Ouro Preto e da singeleza de Mariana. Já de BH, embro pouco, pois devo ter passado apenas por lá uns dois dias.
    Apesar do tempo, não esqueço do pão de queijo e da sempre comida saborosa e temperada de lá. Não esqueço também do sotaque gostoso que ouvia. Ah pessoas de Minas sempre me pareceram educadas e receptivas e espero que assim continuem.
    Procurando agora umas fotos de BH, vejo que esta é uma cidade meio cinza também. Acho que cinza e verde... meio montanhosa. Estou errada, mineiros? =) Anyway, estou curiosa para voltar a BH e senti-la mais de perto.
    Como disse de início, há uma estranheza que ronda todo esse processo de saída, mesmo que por uma semana. Sei que vou, mas o mundo não para. As obrigações pendentes aqui ficam. Não dá pra se ter tudo ao mesmo tempo. Vou para o IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na PUC de Minas. O trabalho que apresentarei tem a ver com os estudos que tenho feito na minha especialização.
    Bem, é isso. Espero que todos nós façamos uma boa viagem. Vou com pessoas queridas (os amig@s Lú, Moa e Gabriel) e isso ainda deixa a viagem melhor ainda. É verdade que também quero meus pequenininhos momentos sozinha. Não dá pra fugir disso em qualquer viagem que eu faça. =) É ritual.

    Quero ver o que Minas me traz, quero respirar por lá. Quero agitação e silêncio. Quero tempo e quero sentir o vento, ter tempo de prestar atenção numa folha que cai.
    Sei que escrevo parecendo que vou para passar um mês ou mais, mas é assim mesmo, cada viagem tem esse sabor de ansiedade e perspectivas para mim.
    O tempo é algo tão importante e raro para mim, que uma semana fora da minha rotina já é um belo presente que a vida me dá.
    Bem, vou tirar um cochilo, já já tenho que estar no aeroporto.
    Levo comigo, como disse no meu twitter mais cedo, “O lobo da estepe", as músicas da banda "Echo and the Bunnymen" e qualquer coisa chamada sentimento.
    Eveline
    "Não estou fazendo nada errado só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas.” Caio F.

    É verdade que não apareço aqui desde a minha viagem a minha querida São Paulo. Maio, certo? De lá para cá muitas coisas aconteceram.
    A vida anda muito boa e cheia de coisas para fazer: mestrado, especialização, aulas em dois lugares. Passo meus dias em três cidades diferentes toda semana, escrevo vários artigos ao mesmo tempo e acabo de dar início a uma monografia. Às vezes fico sem acreditar que eu esteja fazendo tudo isso. Eu realmente descobri em mim uma força que eu não sabia existir. Falo não só de força física, mas principalmente de uma psicológica. Nunca fui boa em lidar com o tempo, com prazos, com formalidades e pior, nunca fui boa em pensar tão metodicamente. O tempo tem sido meu inimigo e eu escrava do relógio. Preciso ser bastante racional e até fria, às vezes, para conseguir dar conta de tudo. Não é fácil, mas tenho dado conta das coisas.
    Eu mudei de vida do ano passado para cá. Eu não mudei, mas a vida sim. A minha vida está diferente agora. É estranho e bom ao mesmo tempo. É gostoso ver como a vida de uma balzaquiana vai se lapidando. =) A gente não muda, a gente sofre, ri e acaba ficando mais forte.
    Vivo cada dia numa correria só. Chego a ter tonturas e chorar por, às vezes, não poder nem dormir. Contudo, há muitos sorrisos no meio disso tudo. Quando as entrelinhas da vida me atropelam durante os dias que vivo, a poesia interna aflora em meio ao caos. Meu dia, às vezes, parece ter quarenta e oito horas. As entrelinhas se multiplicam e quando menos percebo tive um dia ótimo, cheio de cor, divertido, pleno de sentires e de silêncio. A vida tem sido essa mistura de caos e poesia.
    Uma coisa importante que venho percebendo, depois “de velha”, é que gente aprende T A N T O com a idade, não? A idade nos traz mais discernimento para lidar com a vida e com as pessoas que nos rodeiam. Aprendi muito do ano passado para cá. Desde abril de 2009 que pareço está num processo intenso de lapidação. Sinto-me mais forte, menos boba e mais doce. Algumas pessoas não entendem quando eu digo que sou outra sendo eu mesma, mas a verdade é essa. Penso que nesses dois últimos anos, a vida me mostrou como ler as pessoas de uma maneira mais clara e menos romântica. Aprendi que não devemos esperar nada de ninguém. Pois, esperar posturas de quem se gosta, de quem se tem amizade, é na verdade esperar por posturas que na verdade são nossas e não dos outros.Digo isso porque essa foi a minha grande lição do ano passado pra cá... e acreditem estou fazendo o dever de casa bem direitinho. =)
    É isso, pessoas, passei aqui porque já não aguentava mais ficar sem escrever algo. Quando as palavras transbordam, nada mais consegue calar.
    Termino aqui essa minha pequena passagem e deixo um trecho do livro A Hora da Estrela, que acredito representar como me sinto e o momento que vivo agora:

    Uma pessoa grávida de futuro. Sentia em si uma esperança tão violenta como jamais sentira tamanho desespero.”

    Vou voltar para minha monografia, mas volto logo, prometo! Semana que vem vou ter motivos mil para voltar aqui: VIAJAREI!!! \o/ Vou visitar mais uma vez duas cidades que gosto muito: Belo Horizonte e Ouro Preto. Participarei do IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Estou muito ansiosa para viajar, para comer aquele pão de queijo M A R A V I L H O S O e desfrutar de toda aquela deliciosa culinária mineira. Espero que esteja fazendo um friozinho gostoso, quero tomar vinho e muitos cafés. Ontem soube que as noites continuam frias por lá. Não deve está o mesmo clima que peguei em maio em Sampa, mas certamente deve está bem menos quente do que a cidade que moro. O verão nem começou e já estamos derretendo aqui em João Pessoa.

    É isso, querid@s, bons Cafés e deliciosas Palavras para vocês.

    Ps. Ah, quase esqueço de contar!! Eu não poderia estar mais feliz! Vou ser tia pela primeira vez!!! =)))

    Eveline.
    Eveline
    "Tive vontade de sentar na calçada da Rua Augusta e chorar, mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos..." (Caio Fernando Abreu)

    Sexta-feira (dia...e eu nem sei bem que dia é hj). Lembro que na postagem anterior, eu prometi escrever durante a minha estadia aqui em SP. Demorei um pouco mas cá estou eu. Hoje acordei um tanto estranha e talvez a partir daí eu tive realmente vontade de escrever.
    Sobre os meus dias aqui em SP? Tudo tem sido MUITO bom, melhor do que eu esperava até. O clima contribuiu bastante para isso. Há dois dias atrás eu tive um momento muito bom comigo mesma. Fiz questão de ir andando pela AV: Paulista... bem devagar, da estação Trianon Masp até a Consolacão. Aquela certamente foi a noite mais fria(14°C) desde que cheguei aqui. Eram mais de 22h e lá estava toda a cidade que não dorme... carros, ônibus, helicópteros e toda aquela gente andando a ritmo acelerado. O barulho para mim nada mais era do que uma sinfonia que me acalmava, que me dizia que a vida pulsa apesar de. Que apesar de, a gente pode sentir e viver...pode amar cada minuto da vida que passa diante dos nosso olhos.A questão é: dar um sentido diferenciado a cada olhar. A maneira que a gente vê a vida é o que faz com que a gente a suporte. Existem as dores, as dificuldades e alguns desamores, mas o que importa é simplesmente o ollhar diante disso tudo. A vida é muito melhor do que a gente pensa e a (minha) sede de viver é grande.
    Tenho andado bastante por aqui... conheci novos lugares, repeti alguns, comi em lugares deliciosamentes adoráveis, encontrei pessoas muito queridas, conheci outras, dormi bastante e simplesmente me dei o direito de não fazer nada. Sei que isso me trará consequencias, mas já sei que tudo valeu a pena, afinal eu vivi e construí um olhar em cima de um lugar, que a cada ano que passa, eu descubro que amo mais e me faz extremamente bem.
    Como sabem, vim fazer um curso de Cinema por aqui e tenho gostado de cada minuto das aulas. Falar/entender/aprender sobre cinema e em plena Av: Paulista é coisa que faz o coração sorrir.
    Estar em SP tem me feito pensar em várias coisas ( sim, é muito bom ter tempo pra pensar na gente) e sinceramente eu vejo que viver em um lugar que se gosta é essencial. O bom é se sentir em casa e saber que o coração está equilibrado. Eu jamais, como professora que sou, farei um concurso para uma cidade que eu não tiver o mínimo de tesão. Seria pesado demais viver. Espero que eu consiga manter isso e que a vida me traga essa possibilidade de ser feliz num lugar que eu ame. Sendo bem clichê...tudo tem que ser feito com AMOR... e eu completo, com PAIXÃO e TESÃO!, pois eu não quero uma vida limitada... EU QUERO MAIS E MAIS o tempo todo!! Isso é o que me deixa viver!!
    É isso... eu não sei que horas são e nem quero saber, só sei que preciso de um café e que vou ali pegar o metrô na Santa Cruz,passar pelo Paraíso, olhar rapidamente a Liberdade e descer na Consolação para continuar anotando meus sonhos no caderno lindo que comprei.

    Eveline
    Eveline


    Pessoas,
    essa será uma postagem rápida. Sei que há meses não tenho escrito aqui. Vocês já quase não lembram mais deste blog.
    Não tenho escrito devido a uma série de fatores que nem vale à pena expor aqui, mas apenas posso dizer que todas as razões podem ser resumidas em uma única palavra: TEMPO! O tempo que me devasta sempre. =/
    Como disse na primeira postagem, este é o meu blog mais pessoal, diferente do blog Ao Relento, onde escrevo meus textos ficcionais.
    Resolvi voltar a escrever aqui porque entrei em uma energia super contagiante esses dias. A verdade é que estou bem feliz porque domingo bem cedo viajo para São Paulo =)
    Quanto a mim, confesso: sou um fora-da-lei do Atrolho. O problema é que, quanto mais você se desatrolha, mais atrolhante torna-se a Cidade. Confuso e exausto, parto para Paris dia 9 para merecida temporada intensiva de desatrolhação psicológica. Da estrada dou notícias.” (Caio Fernando Abreu)


    Viajo também dia 9, mas ao contrário do Caio Fernando (ele que viveu uma relação de amor e ódio com SP)que quis deixar São Paulo por uns dias para ir a Paris, eu quero mesmo é me "atrolhar" naquele mundo cinza! Quem me conhece um pouquinho sabe o quanto gosto daquela cidade. Apesar de ser uma carioca declaradamente apaixonada pelo Rio Janeiro e morar numa cidade (João Pessoa) super bonita do nordeste, posso dizer que São Paulo está na lista das minhas cidades preferidas.
    Algumas pessoas que conheço não entendem muito essa minha relação com aquela cidade cinza e cheia de prédios. Bem, não sei bem explicar como esse amor todo começou, mas sei que foi em 2007, quando fui especificamente para a exposição sobre a vida da escritora Clarice Lispector que estava no Museu da Língua Portuguesa. Digo que foi amor a segunda vista, pois quando fui a primeira vez (em 2002)não senti nada e nem uma mínima identificação.
    Ir a São Paulo vai ser sinônimo de viver algumas horas comigo mesma e com alguns amigos. Desde 2007 tenho esse ritual de ir a SP uma vez ao ano. Este ano promete muita coisa boa por lá! Além de toda vida cultural que a cidade tem e também poder rever pessoas muito queridas, vou fazer um curso que há muitos meses venho querendo fazer.
    Alguns de vocês certamente já devem ter ouvido falar do competente crítico de cinema Pablo Villaça, idealizador do site Cinema em Cena. Então, ele vai realizar, entre os dias 10 e 14 de maio, o Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica . E eu, claro, muito feliz da vida, estarei lá. =) Passar uma semana, entendendo melhor, aprendendo sobre uma das minhas grandes e latentes paixões da vida, vai ser sem dúvida algo que não vou esquecer.
    É isso!! Estou ansiosa por uma série de razões... e prometo que vou escrever aqui durante a minha estadia por lá.
    Ficarei na Vila Mariana, sentirei a Augusta, abraçarei a Paulista, tomarei meu café preferido na Haddock Lobo e certamente alguma deve acontecer no meu coração quando eu cruzar a Ipiranga e a Avenida São João.
    Vejo vocês em São Paulo ! =)
    Darei notícias também pelo meu twitter.
    Bons cafés!
    Eveline
    Eveline
    Deixo aqui para vocês um poema que eu gosto muito e logo logo volto para falar das coisas que gosto e que fazem sentir bem...





    Preciso do teu silêncio
    cúmplice
    sobre minhas falhas.
    Não fale.
    Um sopro, a menor vogal
    pode me desamparar.
    E se eu abrir a boca
    minha alma vai rachar.
    O silêncio, aprendo,
    pode construir. É um modo
    denso/tenso
    - de coexistir.
    Calar, às vezes,
    é fina forma de amar.

    Affonso Romano de Sant' Anna
    Eveline



    Estou com muitas saudadades daqui. Saudades de muitas coisas, inclusive de mim.

    Volto em breve,

    Eveline
    Eveline
    Olá, pessoas. Quanto tempo! Vim para falar um pouco de silêncio. Ou seria não falar? Ontem escrevi um texto durante um pequeno intervalo das aulas que tive no trabalho. Havia meio que o esquecido, mas ao receber uma ligação ainda agora, o meu amigo disse: “E aí? Tudo bem? O seu silêncio diz que não...” , eu lembrei e resolvi colocar aqui. Começa...
    É engraçado como o silêncio é capaz de falar tanto. Esses dias eu acordei tomada por silêncios, lembranças e uma fina dor. Lembrei então de um poema de Affonso Romano de Sant'Anna. O nome é...




    Silêncio Amoro

    Preciso do teu silêncio
    cúmplice
    sobre minhas falhas.
    Não fale.
    Um sopro, a menor vogal
    pode me desamparar.
    E se eu abrir a boca
    minha alma vai rachar.
    O silêncio, aprendo, pode construir. É modo
    denso/tenso-de coexistir
    Calar, às vezes,
    é fina forma de amar.

    Então... depois desse poema, comecei a pensar nas diferentes formas de silêncio e as consequênicias de um calar. No caso do poema do Affonso, a gente pode ver que até o amor deve ser calado algumas vezes. Se até o “gritante” amor pode ser calado, o que dizer do resto?
    Penso que o silêncio ensina a (re) construir, a viver e a amadurecer.
    Acredito que mesmo que a gente não perceba as pessoas estão tomadas de silêncio. Seria um calar necessário? Um silêncio necessário por coisas pré-estabelecidas? C- O- N- V- E- N- Ç- Õ- E – S ?
    A questão é que percebo que calar é necessário, mesmo que algumas vezes. O calar pode evitar sofrimento. E só em dizer isso já me dói... rsrsrsr.
    Cada dia vejo que o silêncio pode(para alguns) ajudar em muita coisa; manter boas relações, segurar relacionamentos amorosos, esquecer o que se tem que esquecer ou até mesmo para mentir na frente de um espelho. Sei que a maioria das pessoas cala.
    O calar às vezes trás uma felicidade maquiada, disfarçando as escondidas palavras saltitantes. Calar é (algumas vezes) ser quem não se é ou o simples fato de não poder simplesmente ser.
    Silêncio é não poder dizer quê. E esse “quê” pode se tornar gritante dentro do silêncio.
    Não quero estender a discussão porque sei que calar ou não calar é um fato que trás contradições, questionamentos e opinião própria. Cabe a cada um saber o que fazer de seus silêncios. Cabe a cada um a hora de calar ou gritar.

    Agora vou ali tomar um café...caladinha, caladinha...

    Eveline

    (Photo by Inutilll)
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    Eveline
    Olá, pessoas. Há dias que não venho aqui. =/ Desde quando este lugar foi inaugurado que eu não escrevi nada. Nem quero falar na ausência de tempo ou começar com blá blá blás para justificar. A gente já vive tendo que justificar tanta coisa na vida... que deixa pra lá.
    A questão é... hoje é sábado e eu estou por aqui pensando em algumas coisas que gostaria de compartilhar com vocês. Hoje à tarde veio a minha mente algo bem específico, Cristina, uma personagem da brilhante e leve comédia (Vicky Cristina Barcelona) do diretor Woody Allen. Esta interpretada pela queridinha (de muitos) Scarlett Johansson. Sinceramente... vez ou outra eu me pego pensando nesse filme e como eu gosto desta personagem. Apesar de eu gostar bastante da Vicky (Rebeca Hall) e achar que o filme tem uma linha que se estreita e se alarga entre o modo de ver e sentir a vida dessas duas personagens, eu tenho uma ligação maior com a intrigante a ao mesmo tempo simples Cristina. =)
    Cristina é de natureza curiosa. Sempre buscando um significado dentro de certos sentires que a vida a dá. Sem aparente pressa para decidir o que ela quer da vida, vive sempre experimentando e sempre dizendo a frase (muitas vezes dita pelo narrador) que eu mais gosto do filme “I don’t know what I want but I know I don’t want this.” (Eu não sei o que quero mas sei que não quero isto.) Acredito que a dúvida é algo que rege a personagem e o que forma.
    Cristina é algo sem resposta ( e para quê ter tantas respostas?). Se você reparar no olhar dela, vai perceber que é um olhar que quase sempre demonstra curiosidade. Ela tem algo diferente, difícil de descrever, que a ronda e vai além do entendimento da normalidade. Fugindo sempre aos padrões de uma vida cotidiana, Cristina surpreende até mesmo com suas roupas leves, abertas, de tons claros ou fortes que a deixam parecer mais livre e mais intensa do que ela já é. Com a voz mansa e de aparência calma, Cristina consegue mostrar de maneira despretensiosa sua sutileza na personalidade.
    Gosto da Cristina pelo simples fato de ela se importar em SER. O sentir se sobrepõe a qualquer lógica de convenção pré-estabelecida. Cristina é corajosa, admito. Ela é vinho e Vicky é água. Água que por um momento ensaia criar algum sabor. Vicky é outra história que qualquer outro dia falo por aqui. Também a admiro e ao mesmo tempo ela me amedronta.
    Espero que tenham a oportunidade de ver esse filme porque quem viu o filme,deve ter gostado e além disso teve o prazer de fazer uma viagem pela histórica Barcelona e poder conhecer um pouco da intensidade do verão espanhol e um pouco da obra do arquiteto Catalão Gaudí.
    Vicky, Cristina e Barcelona...( e tem a tal da Penélope Cruz também) o que seria de Woody Allen sem essa mistura?

    Fica AQUI o trailer do filme.

    =)

    Boa noite a todos,

    Eveline
    Eveline
    É quase sempre difícil começar qualquer coisa nova. Tantas expectativas e ansiedades nos rodam, nos tiram o sono. Às vezes a eterna mistura de excitação e medo. Bem foi assim que esse blog nasceu. Depois de mais de uma semana eu consegui, com ajuda de dois “anjos” pacientes, terminar o que eu tinha/tenho em mente.
    A partir de umas idéias que surgiram e na minha vontade de escrever sobre qualquer coisa (e são muitas!) que mexa comigo, eu resolvi criar esse lugarzinho aqui. Sendo mais específica, o que mais me deu vontade de fazer isso aqui foi quando eu estava numa manhã muito atribulada me preparando para um concurso e comecei a pesquisar coisas sobre a escritora inglesa Jane Austen. Muito curiosa e aperriada do juízo, comecei a mexer mais detalhadamente no BLOG da muito delicada Professora de Língua Portuguesa da UEPB, Rosângela Neres. Esta, além de professora, é amante do cinema, música, artes em geral e uma pessoa muito bonita. Confesso que perdi mais de meia hora das minha 24 (quase “uma” Jack Bauer) que teria para me preparar só olhando os arquivos dela. Fiquei tão maravilhada que percebi que eu também poderia e gostaria de escrever sobre que eu quisesse de uma maneira mais direta para o leitor.
    Alguns sabem que eu tenho outro blog, o Ao Relento. Este com mais de um ano vem me dando a chance de fazer algo que amo, escrever. Lá escrevo as minhas ficções e tenho a liberdade de criar personagens que eu espero que um dia estejam reunidos em um livro. Espero que quem não conheça, passe por lá para conhecer um pouco disso tudo que também é parte de mim.
    Sempre tive uma tendência a ser livre demais para escrever. Quem me conhece sabe que, apesar de eu ser professora, essa coisa das convenções acadêmicas e regras da ABNT são coisas que me tiram o juízo e o sono. Ironicamente foi num blog, o da Rosângela, chamado “ACADEMIA”, que a minha inspiração veio!
    Bem, estou aqui para dizer que começo esse projeto aqui de uma maneira muito feliz porque me sinto livre para pensar, escrever, e melhor, sentir qualquer coisa. Acredito que a escrita surge a partir do que nos toca, do que nos inspira, de uma simples lembrança, de um cheiro, de um gosto ou de um olhar mais apurado numa simples coisa. Sinto-me livre aqui porque é assim que gosto de me sentir, LIVRE... sem amarras, sem convenções, sem tempo determinado. É assim que quero viver essa proposta!
    E por falar em cheiro e gostos... venho dizer que o nome do blog também não é por acaso. Quase nada é por acaso. O nome vem de duas grandes paixões que tenho e que juntas conseguem mostrar um pouco de mim. Amo um cafezinho sem açúcar (nem adoçante) a qualquer hora do dia. Balzac disse que "Quando nós bebemos café, as idéias marcham como um exército." Pois então... !! =) Que as idéias venham e sejam “pintadas” em Palavras e é claro que acompanhadas de um bom Café.
    Quero terminar essa primeira postagem agradecendo “formalmente” à três pessoas. Pessoas as quais foram essenciais para que esse blog ficasse com esse sentido e com esse design. Meu muito obrigada a Anna Valeska (dona do Blog Variações do mesmo Tema) e Paulo Gabriel pela paciência que tiveram em mexer nos códigos HTML e fazer os ajustes necessários para que ele ficasse com essa carinha bonita que está! Obrigada e sorry pela ansiedade. =) Mais uma vez agradeço a Rosângela, mesmo que ela nem tenha idéia, pela inspiração que me deu para criar esse cantinho. =)
    Ainda quero fazer alguns ajustes no blog mas já dá para dar início ao que quero. É isso... que os Cafés venham e com ele as Palavras.

    Abraços,

    Eveline Alvarez

    d-_-b - A Flor by Los Hermanos