Meu dia começou tão cedinho hoje. Vim pra fria Campina Grande conversar com meu orientador sobre minha dissertação. Encaminhamos datas e leituras. Eu precisava de datas. Os prazos me engolem, me enervam, mas é fato que funciono bem diante deles. Vim pra cá e fico poucas horas. Volto pra João Pessoa daqui a pouco. Vim com o coração ansioso pra saber das coisas acadêmicas que me envolvem agora. Volto mais aliviada e certa que os próximos dois meses serão se muita dedicação e foco.
Fico muito agradecida a Deus e aos caminhos que tenho traçado. Demorei a voltar pra vida acadêmica, mas fui contemplada com dois ótimos orientadores até então. Rosangela Neres e Luciano Justino são exemplos de ótimos professores e grandes orientadores. Tenho aprendido muito com eles, não só como aluna, mas com eles também aprendo a ser uma melhor professora a cada dia.
Meu ano começou de fato em março e ainda estou me arrumando diante de uma série de coisas. Mas é assim, a vida e tempo correm demais... e eu to no meio disso tudo. Cada dia aprendo mais e tento me adaptar a essa coisa chamada tempo e a essa coisa grandiosa e sagrada chamada vida.
Tempo de almoço acabando...pegar a estrada novamente.
Até.
...............Olá, pessoas que passam por aqui. Escrevo hoje sobre a minha relação com meu nome. Começo a dizer que não tenho o mínimo problema para admitir que eu ADORO o nome que tenho. Acho bonito e me soa bem. Fico feliz que EVELINE seja escrito sem enfeites, tipo "y'' , 'll' ou 'nn'. Gosto dele exatamente assim, simples. ............... Sobre a origem do nome, dizem que vem do francês e é uma variação de Eva, aquela que tem/dá a vida. Eu já li outras coisas também...que vem do hebraico, etc. ............... Bem, apesar de eu gostar muito do meu nome, ele me frustou de alguma forma há tempos atrás. Quando eu era adolescente eu morria de vontade que existisse um perfume ou uma música chamada Eveline, mas não, nada, nadinha com meu nome. ............... Quando comecei a fazer letras, lembro de uma tarde que um colega de curso virou pra mim e disse: - Sabia que existe um conto com seu nome? Pronto, meus olhinhos matutos brilharam. Ele disse que era um conto de um escritor inglês. Na época, eu ainda estudante de Língua Portuguesa e recém chegada ao curso, nem sabia quem era o tal James Joyce. Logo pensei: "O nome desse conto deve ser Evellyn e na tradução colocaram Eveline." Felizmente eu estava errada. O nome no conto original é Eveline mesmo e está no livro Dubliners (1914). ............... O conto [Leiam aqui] é muito bom. Dentre outras coisas, mexe com questões [que eu gosto] relacionadas às cores e cheiros. O conto também trata das dificuldades que a gente encontra na hora que a vida nos propõem uma mudança, uma virada. O novo encanta, mas assusta [e muito], não é mesmo? Bem, não vou dá spoilers do conto não. =) Tentem ler, é um conto muito agradável. E ele começa assim:
Estava sentada à janela, vendo a noite invadir a avenida. Sua cabeça inclinava-se contra as cortinas e em suas narinas estava o cheiro de cretone empoeirado. Estava cansada.
............... Bem, depois de achar um conto com o meu nome, há mais 15 anos atrás, eu nunca achei mais nada. Ontem à noite, pouco antes de dormir, eu acabei achando no youtube uma música! =) Fiquei meio boba, pois lembrei disso tudo que acabei de escrever. ............... Pois bem, a música é de uma banda americana chamada Nickel Creek[eu nunca eu nunca tinha escutado falar]. Aí está!
Eveline grips the railing
As her lover calls her to the sea Aah, won't you sail with me She can't hear him just a step away From happiness and sanity bliss Drives her crazy
"Eveline, take care of your father, I care for you."
Her dying mother spoke to her too
Aah, Eveline stays.
...............Hoje pela manhã [ainda na minha matutice], fui escutar a música novamente. Para minha surpresa, percebi que a mesma foi baseada no conto de James Joyce. Rsrsrsrs, ou seja, o cara "não desgrudou" dessa história esse tempo inteiro. Anyway, eu gostei da música, mas ainda estou me acostumando a ela. =) That's all, folks! Bons cafés, E- ve- li - ne. =)
Olá, pessoas.
Como eu disse ontem no meu twitter, eu estava tentando uma conexão aqui no hotel para escrever sobre o meu primeiro dia em Gravatá (PE), mas não deu certo, só consegui hoje.
Anyway, cá estou eu, em lugar super diferente dos quais costumo estar. Sou definitivamente amante da vida urbana. =) Vim pra cá não só para fechar esse quase estado de férias que me toma, mas também para me testar diante desse ambiente rural. Estou me sentindo de fato numa fazenda. Têm, obviamente, alguns bichos por aqui e como vocês podem ver, estou adorando dar comida às ovelhas. =) (Eu sou lesa, viu?)
Tenho gostado mesmo é de ficar sentada na frente do lago. Tem sido meu canto preferido aqui. O mudo parece, por uns instantes que é só isso. Tão bom, tão bom.
Então, vim também pra cá para tentar organizar algumas coisas do lado de dentro de mim. Sabe quando você precisa se afastar de tudo para reorganizar as coisas? Eu precisva respirar.
Sei que vai ser pouco tempo, mas ainda assim eu preciso .É que eu sou mesmo cheia de rituais.Preciso sempre fechar as coisas, dentro e fora de mim com algum acontecimento, pode ser o mais bobo que ele seja... uma viagem, um texto, um encontro com pessoas queridas, um copo de vinho... eu preciso fechar esse mês de julho.
É isso...primeiros dias de agosto eu volto para a estrada, para sala de aula e para a vida acadêmica, e de alguma forma tudo tem que [ao menos parecer] estar em ordem para que a rotina seja mais leve.
Estou fazendo isso aqui, pensando em algumas coisas, naquelas que doem, naquelas que fazer rir, nas que silenciam.
Tenho lido também. Finalmente comecei a ler "Entrevistas", livro da editora rocco que reúne algumas entrevistas que Clarice Lispector fez no final dos anos 60. Ela precisva de grana para complementar sua renda e acabou aceitando entrevistar algumas celebridades da época, incluindo Lygia Fagundes Telles, Chico Buarque, Fernado Sabino, etc.
Bem, vou indo agora... a preguiça bateu e o frio [amo!] está grande aqui.
Oi, pessoas...
Então... voltei de São Paulo esta madrugada e agora já estou na estrada debaixo de chuva, ouvido Cat Power indo para o trabalho. Às vezes paro para pensar/sentir como essa vida corre tanto e é tão escorregadia. Tantas coisas se misturam em tão poucos dias.
Minha viagem para Sampa foi [como sempre] ótimaaaaaa. Tantos filmes, lugares, pessoas que gosto... clima tão friooo e ao mesmo tempo me sentia aquecida por dentro... Há tanto a dizer e tanto a silenciar sobre esses dias... sou egoísta a ponto de guadar algumas sensações só pra mim.
Vou indo, aproveitar o lado bom da estrada... Cartola, Stromae, Cat Power e Lady Gaga me acompanham...
............... Hoje eu acordei com vontade de fazer tanta coisa, mas nem sei muito bem explicar o quê. As coisas acabam se transformando em silêncio antes mesmo que eu as nomeie. Chegam através de imagens que se confundem com os sonhos que tive durante a madrugada. Fico na cama, olho incansavelmente para o teto e acabo me confundindo mais. Nem sei bem o que foi do sonho, o que inventei ou o que está guardado na memória. Tudo se mistura e se encerra num blues. ............... BB King chega com Blues Boys Tune e tudo vai ficando com cheiro de aconchêgo do lado de dentro. O quarto fica sépia, eu vou sentido o clima, fico querendo frio, penso em tanta coisa, das mais bobas e mais simples.
........... Olho o relógio, ponteiros que correm e eu ainda aqui. Quero ficar, quero que esse instante perdure, quero ouvir Blues Boys Tune o dia inteiro. Quero um cafezinho forte, quero uma folha em branco, quero escrever, mas tudo fica no rascunho da mente, do coração, do email ou na caixa de saída do celular. Eu calo. BB King é que fala através das cordas da guitarra. Diz tanta coisa que me dá um nó. ............... Agora é hora de ir, deixar BB King... tenho muita coisa para resolver. João Pessoa está com um céu lindo. O azul brilha sem timidez, as nuvens estão todas lindas e rechonchudas. O clima está quente como sempre, mas eu vou tentar abstrair essa parte. =) ............... Tenho muito a fazer. A semana vai ser cheia, mas com a promessa de coisas muito boas: um ciclo que fecha na minha vida acadêmica e [mais] uma, na verdade, “A” "THE", minha viagem anual. ............... É isso, bons cafés, bons dias... simbora que a vida não para. ............... Ps. BB King me anima, me silencia, me acalma, me chama, me faz lembrar coisas e inventar outras, me...BB King é desespero, dos bons, daqueles que faz a gente sorrir; ele cria sorrisos que no canto da boca tem um sinal de interrogação.
Pouco mais de 6:30h da manhã e eu já na estrada. Meu destino de hoje é Campina Grande. Indo mais uma vez para a aula do mestrado na UEPB. Ontem estive em Natal, participei do II Colóquio de Culturas Africanas. Ótimo evento e o dia me trouxe horas maravilhosas perto de passoas queridas.
Agora estou por aqui, Elis Regina me lembra que as águas de março já fecharam o verão faz tempo, mas as promessas de vida ainda continuam...
Esses dias têm sido tão felizmente perturbados. Acabei finalmente minha Monografia de Especialização. Nela me debruço sobre a Representação do Negro no filme "Quase dois Irmãos" da diretora Lúcia Murat. Quarta-feira será minha defesa e é fato que estou numa mistura de felicidade, ansiedade e nervosismo...acredito que essa é uma ótima mistura em quase tudo na viida. É bom ficar com as paredes do estômago arranhando.
Outra coisa que tem me deixado em estado de ansiedade é que no dia seguinte da minha defesa estarei mais uma vez indo para minha tão querida São Paulo. Como sempre digo, a Paulicéia Desvairada é necessária ao menos uma vez ao ano. Estou com um pacote de saudade guardado no peito há meses. É uma pena eu apenas poder passar cinco dias por lá dessa vez.
Agora vou ficar por aqui, vendo um sol fumê pela janela. A estrada está silenciosa, eu escutando portished, Paulinho da Viola, radiohead e stromae, mas a verdade é que a trilha dessa semana é do Echo & the Bunnymen.
Bem, é isso, quatro cidades diferentes em quatro dias, muita estrada, muita ansiedade, poucas horas dormidas, Leminski, muitos cafés, sorrisos, palavras que surpreendem, silêncios que provocam saudades, músicas que traduzem os dias, céu azul, sol quente demais e a chuva que às vezes vem para aliviar.
Assim é a [minha] vida agora. Continuo "grávida de futuro".
............... Essa postagem deveria ter saído antes da meia-noite, ainda dia 14, dia internacional do café... mas a minha mente e a minha memória andam congestionadas... =/
...............Não poderia deixar de passar aqui hoje e deixar registrado este dia de comemoração em relação a algo que embala um dos temas do meu blog. ............... Hoje é o DIA INTERNACIONAL DO CAFÉ, e de nada tem importância isso, além do fato ser um dia pra lembrar dessa bebida amada por tantas pessoas no mundo inteiro. ............... Eu particularmente, vim a começar a gostar de café muito tarde. Tomei muito leite com nescau gelado até meus 23, 24 anos. Daí, aos poucos fui descobrindo o prazer de tomar essa bebidinha que já faz parte da minha rotina. Hoje em dia tomo café todos os dias. Adoro acordar pela manhã e ir preparar aquele cafezinho.... é o que marca o início do dia pra mim.
...............Meus amigos acham que meu café é forte, mas eu só gosto assim, forte, e por favor, sem açúcar ou adoçante. ...............Ah, mesmo gostando muito de café eu também gosto MUITO de CHÁ, e também tomo todos dias, pois não tomo café depois das seis da noite...escolho sempre os descafeinados inclusive. Adoro aqueles com as mais diferentes frutas vermelhas possíveis, baunilha ou de camomila. ...............Voltando, café é tão bom, né? Ai, gente, a verdade é que café é bom de todo jeito, quente, gelado, com sorverte, preto, com leite, espresso, expresso, com licor, com vodka, cappuccino, mocha... ............... Com o tempo percebi que algumas pessoas acham que a gente que toma café ou vive falando nele, quer aparecer, ter algum tipo de status (e qual seria???) ou parecer cult I'm sorry, café não tem a ver com essas coisas não. Café tem a ver com a simplicidade de cada um. Café é simples, seja pra quem paga R$ 0,50 por uma xícara numa birosca da esquina ou R$ 10,00 num Starbucks. Café é pra todos e de todos. Café é companhia de quem lê Lispector, Caio, Paulo Coelho, Augusto Cury, Drummond, Freud, Caras, Contigo, Julia ou Sabrina. Café tem a ver com prazer, prazer ao paladar, ao corpo... tem a ver com "companhia", saúde e bem estar... o resto cada uma coloca na sua maneira de ver e sentir o mundo. Simples assim. ...............É isso... passei aqui rapidinho, como sempre... volto depois... em maio vai ter O DIA NACIONAL do café e eu escrevo mais decentemente sobre o tema.
a gente vem...deita, tenta descansar, mas não adianta. O cérebro não para. Tudo parece fervilhar.
Tudo é agora... são esses dias que parecem me engolir. É um tempo que devora, mas que ao mesmo tempo não chega ao fim. É março com cara de agosto, é um abril que já se esbarra. É a promessa de alívio que ainda desespera. É aquele gosto de agonia. É saudade, pura saudade de mim e de mais ninguém. É o mecanicismo que encontro no espelho. É o relógio inimigo. É mistura de tanta coisa que não me cabe e nem tem espaço agora.
... é escolher caminhos, trilhar em cima de pedregulhos para se chegar a um jardim que se esconde na linha de chegada.
...............Bem, hoje é ODia Nacional da Poesia e blá, blá, blá. Como disse no meu twitter, dia de poesia é todo dia. O que importa é que ela está por aí, espalhada ou escondida nas esquinas das entrelinhas. Difícil às vezes é percebê-la em meio a vida que levamos. A vida [muitas vezes] se encarrega de roubar o nosso tempo e o nosso olhar para o que é delicado, ou para aquelas coisas que expelem simples beleza. A gente vive sendo engolido pelo tempo. Essa é a verdade.
...............Sobre poesia, sinceramente não tenho a mínima paciência pra discutir ou analisar poemas. Eu apenas os leio, os sinto e depois vejo se gostei ou não. O meu olhar em cima de um poema é simples e o simples é o que me vem de dentro. Basta.
...............Anyway, minha passagem por aqui é rápida. Vim deixar qualquer coisa e qualquer coisa hoje é poesia. Poderia deixar aqui um poema de qualquer poeta brasileiro famoso e tal [e a há tantos que gosto] , mas prefiro deixar um soneto de Shakespeare que gosto muito, muito, muito! Confesso que conheço mais seus sonetos do que suas peças. A estas preciso ainda dedicar um tempo. Mas é verdade que não tenho pressa. Gosto muito mais de ler contos e crônicas do que qualquer outra coisa. Deixo aqui então o Soneto XXIII, um dos que li primeiramente no ano de 1996, ano que deixei de ser analfabeta em Shakespeare.
Sonet XXIII
As an unperfect actor on the stage,
Who with his fear is put besides his part,
Or some fierce thing replete with too much rage,
Whose strength's abundance weakens his own heart.
So I, for fear of trust, forget to say
The perfect ceremony of love's rite,
And in mine own love's strength seem to decay,
O'ercharged with burden of mine own love's might.
O, let my books be then the eloquence
And dumb presagers of my speaking breast,
Who plead for love and look for recompense,
More than that tongue that more hath more express'd.
O! learn to read what silent love hath writ:
To hear with eyes belongs to love's fine wit.
Soneto XXIII (Tradução de Ivo Barroso)
Como imperfeito ator que em meio à cena
O seu papel na indecisão recita,
Ou como ser violento em fúria plena
A que o excesso de forças debilita;
Também eu, sem confiança em mim, me esqueço
No amor de os ritos próprios recitar,
E na forca com que amo me enfraqueço
Rendido ao peso do poder de amar.
Oh! sejam pois meus livros a eloquência,
Áugures mudos de expressivo peito,
Que amor implorem, peçam recompensa,
mais do que a voz que muito mais tem feito. Saibas ler o que o mudo amor escreve,
Que o fino amor ouvir com os olhos deve.
...............Bons cafés, e que a vida nos deixe ficar de olhos abertos para o que é simples, mas que às vezes se perde nas esquinas das horas.
...............Hoje é uma das noites mais esperadas pela indústria cinematográfica. Resolvi escrever este post porque pela primeira vez na vida eu consegui assistir a todos os filmes que concorrem na categoria de melhor filme este ano. ...............O Oscar é um dos prêmios mais cobiçados, mas também o mais comercial de todos. Todos os anos reclamamos das injustiças que ocorrem na premiação. Eu, por exemplo, não me conformo que em 2003 As Horas tenha perdido para Chicago ou que em 2001 Ellen Burstyn ( Réquiem para um sonho) tenha perdido para Julie Roberts (Erin Brockovich). E como um filme como Ilha do Medo não foi indicado a melhor filme na lista deste Oscar de hoje? Anyway, a verdade é que no final das contas, quem gosta, acaba assistindo à cerimônia. Alguns assistem porque torcem por seu filme preferido, outros porque adoram ver o tapete vermelho e outros porque realmente acreditam que o prêmio é justo e faz juízo à qualidade dos filmes que concorrem. ...............Bem, mas vamos lá... como disse, consegui assistir a todos os filmes que concorrem a melhor filme. Alguns gosto muito e outros com sacrifício cheguei ao final deles. =)
...............Creio que O Discurso do Rei é o preferido da noite. O filme não trata apenas do problema de gagueira do personagem de Berty (Colin Firth), mas também da amizade que surge entre Berty e Lionel Logue (Geoffrey Rush) diante das diferenças sociais e da dificuldade de Berty em fazer seus discursos. ...............A narrativa em questão é recheada de momentos que perpassam pelo drama e pela comédia e que conta com as brilhantes atuações de Colin Firth, que acredito também leva o prêmio de melhor ator, e de Geofreyy Rush. ...............O Discurso do Rei não é o que mais gosto entre os concorrentes. O meu preferido sem dúvida nenhuma é Cisne Negro, mais um filme arrebatador do diretor Darren Aronofsky.
Assisti ao filme pela primeira vez em casa [ e me arrependo muito por isso], em um domingo à noite. Sabem aqueles fins de domingo que a gente quer colorir de alguma forma e não sabe como? Então, foi assim... assisti sem muita perspectiva e não fazia ideia que grande filme era aquele. O filme me deixou arrasada, mas no bom sentido. Fiquei com uma sensação que silenciou por alguns instantes e depois veio como explosão. Deu um nó bom do lado de dentro. O filme me trouxe peso e leveza. Difícil descrever, mas foi assim também quando assisti Réquiem para um Sonho do mesmo diretor. ...............Cisne Negro traz Natalie Portman como atriz principal [que deve levar a estatueta hoje]. Confesso que sempre a achei uma atriz mediana e sem graça, mas sem dúvida esse foi um papel o qual a atriz se superou. A ótima atuação de Mila Kunis, atriz que por anos atuou no seriado That’s 70´s Show, não pode deixar de ser lembrada. ...............Bem, não posso falar de todos os filmes agora, mas vou deixar aqui a lista na ordem da minha preferência. Sei que alguns vão achar que a ordem é estranha, mas é assim que sinto.
Às vezes as pessoas não entendem que o gostar de alguma coisa supera qualquer lógica. Para mim é assim...em relação às pessoas, lugares, comidas e também em relação ao cinema. Simples assim! O que gosto é supremo. Sei que muitos adoram A Origem [e quem ousaria dizer que este tem um roteiro ruim?], O vencedor e Bravura Indômita. Sim, são ótimos filmes, mas não são tipos de filmes que me agradam. ...............Segue então a minha lista do coração ... = )
1. Cisne Negro
2. Toy Story 3
3. O Discurso do Rei
4. A Rede Social
5. Minhas Mães e meu Pai
6. Inverno da Alma
7. 127 horas
8. A Origem
9. O Vencedor
10. Bravura Indômita
...............É isso, boa cerimônia para quem for assistir. ...............Ah, e esse ano o Oscar vai ser apresentado por Anne Hathaway e James Franco... um dos meus MUSOS, mas eu ainda espero pelo ano de Mark Ruffalo... =P
...............Quem mora, morou ou um dia já pensou em morar sozinh@? Muitos pensam que é um mar de rosas, que é uma vida de festa. Já outros acham que é altamente solitário. Hoje vim falar dessas coisas por aqui...
...............Bem, desde 2003 que moro sozinha. De 2003 pra cá, houve alguns intervalos nessa coisa toda. Em 2006, morei na Holanda. Fui estudar e também trabalhei como Au Pair ( babá fixa que mora com a família da criança). Foi um ano maravilhoso, e morar com aquela família da bebê Annika, me fez amenizar a saudade que eu sentia de todos que eu havia deixado por aqui. Bem, voltei da Holanda em 2007 e fui morar com meus pais. Morei todo o ano de 2007. Não foi fácil ficar longe do meu AP por tanto tempo. Este ano foi complicado, ano das retomadas, tantas. Em setembro deste mesmo ano fiz um concurso pra professora de inglês da UEPB, passei e as coisas foram se reorganizando. Exatamente no dia que fazia um ano que eu havia chegado da Holanda eu voltei pra o meu AP, onde estou até hoje. \o/
Não há como negar que há muitas vantagens em morar sozinho, mas há também as desvantagens e as esquisitices que só quem mora sozinho sabe/entende/sente.
...............Vamos lá...
Vantagens
Privacidade que impera;
Ninguém te perturba [Só os vizinhos quando escutam músicas ruins] ;
Você não precisa fechar a porta do banheiro nunca;
Você cozinha só pra você e se a comida ficar ruim ninguém reclama;
Você tem o ultra poder supremo em relação ao controle remoto da Tv;
Ninguém vai ver/escutar você falando sozinh@;
Ninguém te chama na hora que você não está a fim ou ocupad@.;
O silêncio é seu melhor amigo;
Ninguém reclama dos teus filmes chatos ou das tuas músicas estranhas;
Ninguém te manda ir dormir;
Se você sair e deixar a lâmpada ligada o dia inteiro, ninguém briga com você;
Você acaba descobrindo o quanto estar em sua própria companhia é maravilhoso;
Você pode dançar e cantar sozinh@ que ninguém vai rir.
Você fica extremamente mais seletiv@ nas suas relações.
NINGUÉM te acorda!
Desvantagens
Ninguém anota teus recados;
Você vai ao supermercado e nunca acha pedaços de queijo [ dos que vc gosta] pequenos ou caixa de leite de meio litro pra comprar. Ou seja, quase sempre estragam na geladeira;
Você estranha qualquer tipo de barulho à noite. Seu coração é quase sempre taquicárdico;
Se você desliga o despertador sem sentir e perde a hora para ir trabalhar, ninguém te acorda.
Você acorda e o café da manhã nunca está pronto;
Você fala sozinh@ e quando tem um monte de gente ao redor não percebe suas próprias garfes nesse sentido;
Você assiste a um filme e quando acaba sente falta [às vezes] de comentar com alguém;
Alguém quer fazer uma entrega de algum produto que você comprou e o produto volta várias vezes porque você não estava em casa;
Você tem que lidar com alguns momentos de solidão;
Quando você faz uma viajem e tem que dividir o quarto com mais duas ou três pessoas, você estranha, não dorme direito e acorda [às vezes assustada] fácil, fácil;
Você sempre tem que tocar na campainha da vizinha pra ela amarrar algo no teu vestido;
Seus familiares e/ou colegas de trabalho vivem perguntando [coisas chatas e absurdas] o porquê de você morar sozinha: “por que você mora sozinha?” “como você aguenta?”, “se seus pais moram aqui na cidade, por que você não mora com eles?”, "você é divorciada?" , "uma mulher? morando sozinha?"
Um monte de gente acha que sempre tem festa no seu AP;
Você quase sempre erra a quantidade de comida que tem que cozinhar pra você mesmo;
[Quase] Ninguém entende que você gosta de ficar sozinh@.
Esquisitices
Às vezes você liga a TV e não assiste absolutamente nada;
Você não agüenta [por muito tempo] lugares com muita gente;
Você não consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo quando tem gente por perto;
Você adora colocar a mesa de café da manhã pra você mesma num dia de domingo. Vira evento;
Você adora assistir "FRIENDS" todos os dias na hora das refeições;
Você fala sozinh@;
Você cria certos rituais que só você entende .
...............Bem, é isso! Há algumas desvantagens em morar sozinh@, mas acredito e sinto que as vantagens são bem mais maiores. Adoro morar sozinha. Não é mais uma questão de costume, é uma questão de prazer mesmo. Fico feliz pela vida ter me dado essa oportunidade. É uma fase que curto muito. Virão outras, que também serão agarradas com amor, cuidado e apreço.
...............É isso por hoje.
...............Ah, não posso de deixar de abrir um parêntese aqui para deixar registrado que hoje é aniversário da minha queridíssima SÃO PAULO, cidade poética, desvairada e que tem o tom de cinza mais bonito!
............... eeeee... mais uma coisa que achei na net...
...............Estamos já no décimo dia do ano (e já vai ser o décimo primeiro quando a postagem sair) e sinto que o meu ano começa hoje. Há dias que quero escrever sobre 2010. Pra quê? Ah, eu tenho essas coisas mesmo. Gosto de escrever quando quero encerrar "algumas" coisas. Às vezes escrevo pra alguém, às vezes pra mim, às vezes fica tudo aqui guardado, no computador, nas folhas de caderno, em mim.
...............Vamos lá?
...............O ano de 2010 foi de fato um divisor de águas na minha vida. Fui outra sendo eu mesma. Foi sofrido lidar com alguém que já existe e com alguém que nasce. Tudo ao mesmo tempo.
...............Essa coisa de ser casada com uma especialização e ser noiva de um mestrado é muito trabalhosa. Foi e ainda é difícil, mas nada melhor que um bom desafio, não? Acredito que esses dois relacionamentos que tive em 2010 [e ainda tenho] marcam o ano e a virada dele. O que mais fica desses dois relacionamentos é que descobri em mim, alguém muito mais sistemática e metódica . Eu acabei descobrindo que sempre fui uma boba em relação à organização. Sempre achei que não era uma pessoa organizada e que a palavra rotina não era boa para meu vocabulário de vida.
...............2010 foi um ano que morei praticamente na estrada. Como um amigo meu diz: “Você não mora em João Pessoa, você mora na BR”. Pois então, a estrada foi mais que inimiga, foi companheira. Era duro viajar tanto. Viajar pra três cidades diferentes durante a semana é coisa que não aconselho a ninguém. Cansa demais. Anyway, já fiz. O que fica? Ah, vi várias vezes o pôr-do-sol (ainda tem hífem? whatever)! Tão bom, tão bom! Acalmava. Daí eu ouvia A Fine Frenzy (o cd One Cell in the Sea ) e sorria por dentro. Eu ria e pensava naquela frase de Drummond: “êta vida besta, meu Deus!”. Na estrada eu ia pensando em tanta coisa. Dava até nó às vezes. A estrada era a relação de cansaço/peso que se misturava com melodias e encontro comigo mesma. Foi assim
...............Das viagens? Além das 3 cidades ( João Pessoa, Campina Grande e Guarabira) que eu vivia...
=)
Sampa
Lagoa da Pampulha - BH
São Paulo (Maio) - Passei 10 dias por lá. Meu presente pra mim mesma. Fiz um curso de cinema, reencontrei pessoas queridas, me curti muito e peguei um clima maravilho [lê-se frio]. É só ler aqui!
Praia da Pipa – RN – (Julho) – Fim de semana super diferente com amigos. Além de toda beleza que envolve essa praia eu fiz algumas aventuras naturais, esportes radicais. Eveline fazendo arvorismo e numa tirolesa? Sim. Tive medo? Sim. Foi assim.
Pau dos Ferros – RN - (Outubro) – Meu corpo foi desafiado. Encarei o pior calor de toda na minha vida. Coisa de doido! Mesmo assim adorei o evento acadêmico o qual participei. Cheguei mais perto da semiótica (a semiótica boa, viu?)
Ouro Preto/ Mariana/ BH – Minas Gerais (Novembro) – Depois de mais de 10 anos longe das Minas Gerais, a vida acadêmica me chamou de novo e acabei indo pra lá! Uma semana envolvida com apresentação de trabalhos, minicurso, comida boa, samba, Cartola, Chico, gente querida, névoa e frio.
...............Dos amores, das paixões - 0.o? Descobri um outro Chico Buarque, o que me deixou à flor da pele. Eu comecei a olhar Chico com outros olhos e a verdade é que me apaixonei. . Eu queria escrever mais sobre o que Chico me causou em 2010, mas não, é muito meu. Dos amores? Continuei com meu amor por Caio F e Clarice Lispector, mas saí com Herman Hesse e Mia Couto. Acabei me enrolando nos fios das miçangas e aprendi a lidar com certos lobos, os meus inclusive.
............... Ah...este ano também assisti SIX FEET UNDER (A Sete Palmos), melhor série de TV ever! =) Ainda estou apaixonada, mas isso é história para outra postagem... \o/
=)
............... E sobre 2011? Viver o presente, prestar [sempre] atenção nas entrelinhas das horas e abrir mais portas para o futuro.
............... Bons ventos, bons amores, bons amigos, bons vinhos, bons sabores, boas viagens, tempo e qualidade de vida aos que passam por aqui...
"I have this theory, that every now and then a person should get what they want right when they want it. It keeps you optimistic." ( Citação de Six Feet Under)
Há as vontades.
Queria passar o dia aqui hoje, mas a vida [mais] que burocrática me chama. Escreveria sobre tanta coisa. Há alguns dias quero escrever sobre o poema "Portugal Sacro - Profano" de Ruy Belo. Conhecem? Não iria fazer a análise. Eu sou péssima [e não gosto] em análise de poemas. Jamais escreveria academicamente sobre poesia. Um vez pensei em estudar psicanálise na poesia de Augusto dos Anjos. Ainda bem que desisti antes mesmo de começar a cometer essa loucura. Poesia faz parte do meu mundo lúdico. É só pra ler, sentir e pronto. Admiro quem estuda poesia... eu não, fico com a prosa [ e com o cinema, é claro] . Ah, escreveria sobre o texto de Clarice que coloquei abaixo, o que fala das [não] distrações. Hoje também escreveria sobre uma cena do filme "Antes de Amanhecer". Vou deixar o vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=nQpYHiB0k6k ( A música é tão gostosinha )
É isso. Volto qualquer dia desses e [quem sabe] escrevo sobre tudo isso.
Ah, viram? Esse blog não morreu. Uma amiga minha diz que só escrevo aqui quando vou viajar [tomada pelas ansiedades e empolgações]. Pois bem, vou tentar mudar isso. =] Meu outro blog (Ao Relento) está mais atualizado do que este aqui. Lá tem a E. Alvarez que espera uma visita de vocês.
[é que pra mim, dançar e escrever espantam monstros...]
Às vezes penso no porquê dessa necessidade de dar nome ao que se tem e ao que se sente em relação a alguém. Eu não sei, às vezes tabém sinto isso, mas às vezes fico feliz que algumas coisas existam sem nem termos que falar ou prestar atenção. Sabem aquelas sensações boas de conversar, estar perto, sorrir, ter coisas em comum, gostar, desejar? Tudo isso existe já numa certa plenitude, sem nomes, sem grandes problematizações.... mas, ahhh, há também um típico estranhamento, e que [tb] não deixa de ser bom.
Pensei nessas coisas ao reler hoje este texto de Clarice que tanto gosto.
Por não estarem distraídos (Clarice Lispector)
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
São 22:45, falta pouco para pegar o vôo para Minas Gerais. Viajo às 3:55h da madrugada. Agora sou mistura de ansiedade e estranheza.
Ir para Minas é retomar umas saudades lá deixadas. Não piso em chão mineiro há mais de dez anos. Tenho saudades das ruas lindas de Ouro Preto e da singeleza de Mariana. Já de BH, embro pouco, pois devo ter passado apenas por lá uns dois dias.
Apesar do tempo, não esqueço do pão de queijo e da sempre comida saborosa e temperada de lá. Não esqueço também do sotaque gostoso que ouvia. Ah pessoas de Minas sempre me pareceram educadas e receptivas e espero que assim continuem.
Procurando agora umas fotos de BH, vejo que esta é uma cidade meio cinza também. Acho que cinza e verde... meio montanhosa. Estou errada, mineiros? =) Anyway, estou curiosa para voltar a BH e senti-la mais de perto.
Como disse de início, há uma estranheza que ronda todo esse processo de saída, mesmo que por uma semana. Sei que vou, mas o mundo não para. As obrigações pendentes aqui ficam. Não dá pra se ter tudo ao mesmo tempo. Vou para o IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na PUC de Minas. O trabalho que apresentarei tem a ver com os estudos que tenho feito na minha especialização.
Bem, é isso. Espero que todos nós façamos uma boa viagem. Vou com pessoas queridas (os amig@s Lú, Moa e Gabriel) e isso ainda deixa a viagem melhor ainda. É verdade que também quero meus pequenininhos momentos sozinha. Não dá pra fugir disso em qualquer viagem que eu faça. =) É ritual.
Quero ver o que Minas me traz, quero respirar por lá. Quero agitação e silêncio. Quero tempo e quero sentir o vento, ter tempo de prestar atenção numa folha que cai.
Sei que escrevo parecendo que vou para passar um mês ou mais, mas é assim mesmo, cada viagem tem esse sabor de ansiedade e perspectivas para mim.
O tempo é algo tão importante e raro para mim, que uma semana fora da minha rotina já é um belo presente que a vida me dá.
Bem, vou tirar um cochilo, já já tenho que estar no aeroporto.
Levo comigo, como disse no meu twitter mais cedo, “O lobo da estepe", as músicas da banda "Echo and the Bunnymen" e qualquer coisa chamada sentimento.
"Não estou fazendo nada errado só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas.” Caio F.
É verdade que não apareço aqui desde a minha viagem a minha querida São Paulo. Maio, certo? De lá para cá muitas coisas aconteceram.
A vida anda muito boa e cheia de coisas para fazer: mestrado, especialização, aulas em dois lugares. Passo meus dias em três cidades diferentes toda semana, escrevo vários artigos ao mesmo tempo e acabo de dar início a uma monografia. Às vezes fico sem acreditar que eu esteja fazendo tudo isso. Eu realmente descobri em mim uma força que eu não sabia existir. Falo não só de força física, mas principalmente de uma psicológica. Nunca fui boa em lidar com o tempo, com prazos, com formalidades e pior, nunca fui boa em pensar tão metodicamente. O tempo tem sido meu inimigo e eu escrava do relógio. Preciso ser bastante racional e até fria, às vezes, para conseguir dar conta de tudo. Não é fácil, mas tenho dado conta das coisas.
Eu mudei de vida do ano passado para cá. Eu não mudei, mas a vida sim. A minha vida está diferente agora. É estranho e bom ao mesmo tempo. É gostoso ver como a vida de uma balzaquiana vai se lapidando. =) A gente não muda, a gente sofre, ri e acaba ficando mais forte.
Vivo cada dia numa correria só. Chego a ter tonturas e chorar por, às vezes, não poder nem dormir. Contudo, há muitos sorrisos no meio disso tudo. Quando as entrelinhas da vida me atropelam durante os dias que vivo, a poesia interna aflora em meio ao caos. Meu dia, às vezes, parece ter quarenta e oito horas. As entrelinhas se multiplicam e quando menos percebo tive um dia ótimo, cheio de cor, divertido, pleno de sentires e de silêncio. A vida tem sido essa mistura de caos e poesia.
Uma coisa importante que venho percebendo, depois “de velha”, é que gente aprende T A N T O com a idade, não? A idade nos traz mais discernimento para lidar com a vida e com as pessoas que nos rodeiam. Aprendi muito do ano passado para cá. Desde abril de 2009 que pareço está num processo intenso de lapidação. Sinto-me mais forte, menos boba e mais doce. Algumas pessoas não entendem quando eu digo que sou outra sendo eu mesma, mas a verdade é essa. Penso que nesses dois últimos anos, a vida me mostrou como ler as pessoas de uma maneira mais clara e menos romântica. Aprendi que não devemos esperar nada de ninguém. Pois, esperar posturas de quem se gosta, de quem se tem amizade, é na verdade esperar por posturas que na verdade são nossas e não dos outros.Digo isso porque essa foi a minha grande lição do ano passado pra cá... e acreditem estou fazendo o dever de casa bem direitinho. =)
É isso, pessoas, passei aqui porque já não aguentava mais ficar sem escrever algo. Quando as palavras transbordam, nada mais consegue calar.
Termino aqui essa minha pequena passagem e deixo um trecho do livro A Hora da Estrela, que acredito representar como me sinto e o momento que vivo agora:
“Uma pessoa grávida de futuro. Sentia em si uma esperança tão violenta como jamais sentira tamanho desespero.”
Vou voltar para minha monografia, mas volto logo, prometo! Semana que vem vou ter motivos mil para voltar aqui: VIAJAREI!!! \o/ Vou visitar mais uma vez duas cidades que gosto muito: Belo Horizonte e Ouro Preto. Participarei do IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Estou muito ansiosa para viajar, para comer aquele pão de queijo M A R A V I L H O S O e desfrutar de toda aquela deliciosa culinária mineira. Espero que esteja fazendo um friozinho gostoso, quero tomar vinho e muitos cafés. Ontem soube que as noites continuam frias por lá. Não deve está o mesmo clima que peguei em maio em Sampa, mas certamente deve está bem menos quente do que a cidade que moro. O verão nem começou e já estamos derretendo aqui em João Pessoa.
É isso, querid@s, bons Cafés e deliciosas Palavras para vocês.
Ps. Ah, quase esqueço de contar!! Eu não poderia estar mais feliz! Vou ser tia pela primeira vez!!! =)))
"Tive vontade de sentar na calçada da Rua Augusta e chorar, mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos..." (Caio Fernando Abreu)
Sexta-feira (dia...e eu nem sei bem que dia é hj). Lembro que na postagem anterior, eu prometi escrever durante a minha estadia aqui em SP. Demorei um pouco mas cá estou eu. Hoje acordei um tanto estranha e talvez a partir daí eu tive realmente vontade de escrever.
Sobre os meus dias aqui em SP? Tudo tem sido MUITO bom, melhor do que eu esperava até. O clima contribuiu bastante para isso. Há dois dias atrás eu tive um momento muito bom comigo mesma. Fiz questão de ir andando pela AV: Paulista... bem devagar, da estação Trianon Masp até a Consolacão. Aquela certamente foi a noite mais fria(14°C) desde que cheguei aqui. Eram mais de 22h e lá estava toda a cidade que não dorme... carros, ônibus, helicópteros e toda aquela gente andando a ritmo acelerado. O barulho para mim nada mais era do que uma sinfonia que me acalmava, que me dizia que a vida pulsa apesar de. Que apesar de, a gente pode sentir e viver...pode amar cada minuto da vida que passa diante dos nosso olhos.A questão é: dar um sentido diferenciado a cada olhar. A maneira que a gente vê a vida é o que faz com que a gente a suporte. Existem as dores, as dificuldades e alguns desamores, mas o que importa é simplesmente o ollhar diante disso tudo. A vida é muito melhor do que a gente pensa e a (minha) sede de viver é grande.
Tenho andado bastante por aqui... conheci novos lugares, repeti alguns, comi em lugares deliciosamentes adoráveis, encontrei pessoas muito queridas, conheci outras, dormi bastante e simplesmente me dei o direito de não fazer nada. Sei que isso me trará consequencias, mas já sei que tudo valeu a pena, afinal eu vivi e construí um olhar em cima de um lugar, que a cada ano que passa, eu descubro que amo mais e me faz extremamente bem.
Como sabem, vim fazer um curso de Cinema por aqui e tenho gostado de cada minuto das aulas. Falar/entender/aprender sobre cinema e em plena Av: Paulista é coisa que faz o coração sorrir.
Estar em SP tem me feito pensar em várias coisas ( sim, é muito bom ter tempo pra pensar na gente) e sinceramente eu vejo que viver em um lugar que se gosta é essencial. O bom é se sentir em casa e saber que o coração está equilibrado. Eu jamais, como professora que sou, farei um concurso para uma cidade que eu não tiver o mínimo de tesão. Seria pesado demais viver. Espero que eu consiga manter isso e que a vida me traga essa possibilidade de ser feliz num lugar que eu ame. Sendo bem clichê...tudo tem que ser feito com AMOR... e eu completo, com PAIXÃO e TESÃO!, pois eu não quero uma vida limitada... EU QUERO MAIS E MAIS o tempo todo!! Isso é o que me deixa viver!!
É isso... eu não sei que horas são e nem quero saber, só sei que preciso de um café e que vou ali pegar o metrô na Santa Cruz,passar pelo Paraíso, olhar rapidamente a Liberdade e descer na Consolação para continuar anotando meus sonhos no caderno lindo que comprei.
Pessoas,
essa será uma postagem rápida. Sei que há meses não tenho escrito aqui. Vocês já quase não lembram mais deste blog.
Não tenho escrito devido a uma série de fatores que nem vale à pena expor aqui, mas apenas posso dizer que todas as razões podem ser resumidas em uma única palavra: TEMPO! O tempo que me devasta sempre. =/
Como disse na primeira postagem, este é o meu blog mais pessoal, diferente do blog Ao Relento, onde escrevo meus textos ficcionais.
Resolvi voltar a escrever aqui porque entrei em uma energia super contagiante esses dias. A verdade é que estou bem feliz porque domingo bem cedo viajo para São Paulo =)
“Quanto a mim, confesso: sou um fora-da-lei do Atrolho. O problema é que, quanto mais você se desatrolha, mais atrolhante torna-se a Cidade. Confuso e exausto, parto para Paris dia 9 para merecida temporada intensiva de desatrolhação psicológica. Da estrada dou notícias.” (Caio Fernando Abreu)
Viajo também dia 9, mas ao contrário do Caio Fernando (ele que viveu uma relação de amor e ódio com SP)que quis deixar São Paulo por uns dias para ir a Paris, eu quero mesmo é me "atrolhar" naquele mundo cinza! Quem me conhece um pouquinho sabe o quanto gosto daquela cidade. Apesar de ser uma carioca declaradamente apaixonada pelo Rio Janeiro e morar numa cidade (João Pessoa) super bonita do nordeste, posso dizer que São Paulo está na lista das minhas cidades preferidas.
Algumas pessoas que conheço não entendem muito essa minha relação com aquela cidade cinza e cheia de prédios. Bem, não sei bem explicar como esse amor todo começou, mas sei que foi em 2007, quando fui especificamente para a exposição sobre a vida da escritora Clarice Lispector que estava no Museu da Língua Portuguesa. Digo que foi amor a segunda vista, pois quando fui a primeira vez (em 2002)não senti nada e nem uma mínima identificação.
Ir a São Paulo vai ser sinônimo de viver algumas horas comigo mesma e com alguns amigos. Desde 2007 tenho esse ritual de ir a SP uma vez ao ano. Este ano promete muita coisa boa por lá! Além de toda vida cultural que a cidade tem e também poder rever pessoas muito queridas, vou fazer um curso que há muitos meses venho querendo fazer.
Alguns de vocês certamente já devem ter ouvido falar do competente crítico de cinema Pablo Villaça, idealizador do site Cinema em Cena. Então, ele vai realizar, entre os dias 10 e 14 de maio, o Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica . E eu, claro, muito feliz da vida, estarei lá. =) Passar uma semana, entendendo melhor, aprendendo sobre uma das minhas grandes e latentes paixões da vida, vai ser sem dúvida algo que não vou esquecer.
É isso!! Estou ansiosa por uma série de razões... e prometo que vou escrever aqui durante a minha estadia por lá.
Ficarei na Vila Mariana, sentirei a Augusta, abraçarei a Paulista, tomarei meu café preferido na Haddock Lobo e certamente alguma deve acontecer no meu coração quando eu cruzar a Ipiranga e a Avenida São João.
Vejo vocês em São Paulo ! =)
Darei notícias também pelo meu twitter.
Bons cafés!
Eveline
"Toda definição acabada é uma espécie de morte, porque sendo fechada, mata justo a inquietação e a curiosidade que nos impulsionam para coisas que, vivas, palpitam e pulsam."
(Lucia Santaella)